O STF resolveu mirar os chamados “penduricalhos” da magistratura e colocou o TJRN no meio da história, mas há uma diferença enorme entre questionar pagamentos legais e transformar magistrados em vilões por receberem valores previstos em lei. Veja no vídeo abaixo:
O Supremo não pode criar uma guerra contra quem recebe valores legalmente previstos enquanto existem questionamentos muito mais graves envolvendo a própria Corte. Esse caso serve como mais uma cortina de fumaça para tirar o foco de temas como liberdade de imprensa, quebra de sigilo de fonte e as denúncias envolvendo os R$ 129 milhões pagos pelo Banco Master.
O problema não está em um juiz receber o que a lei determina. Está em um Supremo que, ao mesmo tempo em que cobra os outros, é acusado de ultrapassar os próprios limites constitucionais. E é aí que está o verdadeiro problema.