O desembargador Loraci Flores de Lima, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), deixou a relatoria das ações remanescentes da Lava Jato que estavam sob sua responsabilidade. Ele alegou incompatibilidade para continuar nos processos após ser punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O CNJ aplicou a Loraci e ao desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores a pena de disponibilidade por 60 dias. O conselho concluiu que os dois descumpriram uma determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para suspender processos relacionados à Lava Jato. Os desembargadores negaram ter desobedecido à ordem.
Em despacho, Loraci afirmou que deixou os processos da operação seguindo o entendimento firmado pelo CNJ e citou o Código de Processo Penal, que prevê o afastamento de magistrados em casos de impedimento ou incompatibilidade. Os dois desembargadores já haviam ficado afastados por 72 dias durante o processo disciplinar, período considerado suficiente para cumprir a punição de 60 dias.
Com informações do O Antagonista