A Polícia Federal encontrou no celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA) uma foto que mostra o parlamentar ao lado de outros políticos em uma piscina no Rancho Tomaz, propriedade do advogado Willer Tomaz, em Planaltina (DF). A imagem, publicada pela revista Piauí, foi registrada em 23 de abril de 2023.
Além de Weverton, aparecem na fotografia Arthur Lira (PP), então presidente da Câmara, Alexandre Ramagem (PL), ex-deputado e ex-diretor da Abin, Juscelino Filho (PSDB), Elmar Nascimento (União Brasil) e Paulo Azi (União Brasil). O senador Efraim Filho (PL-PB) também foi identificado na imagem por outros veículos.
Segundo informações obtidas pela Piauí junto à polícia, o encontro foi organizado por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Grupo Seleto”, que reunia parte dos políticos.
A fotografia faz parte do material analisado pela PF na investigação envolvendo Willer Tomaz, que foi alvo de buscas na última fase da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A imagem, porém, não foi mencionada na decisão judicial que autorizou as buscas.
Os investigadores apuram possíveis vínculos financeiros entre o advogado e pessoas ligadas a Weverton.
Segundo a PF, empresas relacionadas a Tomaz transferiram cerca de R$ 11 milhões para Samya Rocha, mulher do senador. A investigação também aponta que uma empresa ligada ao advogado teria comprado, por R$ 6 milhões, a casa onde Weverton mora em Brasília. Tomaz nega envolvimento nas fraudes investigadas e afirma que os pagamentos feitos a Samya correspondem a honorários advocatícios.
Sobre a fotografia, disse que repudia a “divulgação de fotografia de sua vida privada, registrada em 2023 durante evento particular em sua propriedade”.
O advogado também afirmou que a imagem foi “vazada ilegalmente do celular do senador Weverton, sem qualquer relação com sua atividade profissional ou com os fatos noticiados” e que “jamais teve qualquer envolvimento com os fatos apurados no âmbito da Operação Sem Desconto e que não figura como investigado”.
Weverton também nega irregularidades e afirma que as movimentações financeiras citadas pela investigação são resultado de atividades profissionais e empresariais.
Sobre a fotografia, o senador disse ter pedido ao STF a apuração do vazamento e classificou a divulgação como criminosa.
O ANTAGONISTA