Eu deveria ser a última pessoa a falar disso, mas a necessidade é imediata e precisa ser dita: os salários dos cargos comissionados do governo do Rio Grande do Norte estão baixos demais.
Um secretário de estado ganha R$ 14.900 brutos. O secretário adjunto, R$ 7.900. O coordenador, apenas R$ 5.200. Até o governador ganha pouco, R$ 22.000. Com esses valores não dá para atrair gente capacitada para o serviço público. Não é por acaso que a equipe de Fátima Bezerra, a coveira do RN, tem um nível tão baixo.
Por incrível que pareça, quem leva a administração pública nas costas são os cargos comissionados. E o RN, mesmo quebrado, tem um dos menores percentuais de comissionados em relação à folha de pagamento do país, menos de 2%. Não é gordura, é necessidade.
O absurdo é que comissionados das prefeituras de Natal, Mossoró, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante ganham mais do que os comissionados do próprio governo do estado.
Fátima tem que encaminhar à Assembleia Legislativa o projeto de lei tratando desse aumento antes da posse do Mister Impostos Cadú Xavier. Corrigir essa distorção agora vai permitir que o novo governo monte uma equipe à altura do tamanho dos problemas que vai herdar.