A tensão entre o STF e o Senado Federal atingiu um novo patamar após a rejeição do relatório final da CPI do Crime Organizado, que pedia o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral Paulo Gonet. O governo articulou a troca de membros da CPI na véspera da votação para garantir a derrota do documento por 6 votos a 4.
Gilmar Mendes reagiu chamando o relatório de "erro histórico" e formalizou representação à PGR contra o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) por abuso de autoridade. Toffoli afirmou que os senadores envolvidos poderiam se tornar inelegíveis.
Senadores de diferentes partidos articulam agora PECs para limitar a atuação do Supremo em CPIs e exigir o comparecimento de investigados ao colegiado. A crise institucional entre os Poderes promete se intensificar nas próximas semanas.