O cenário político do Rio Grande do Norte sofre um forte abalo com a iminente confirmação do rompimento do deputado Ezequiel Ferreira com o grupo da governadora Fátima Bezerra. Informações de bastidores dão conta de que o parlamentar deve comunicar oficialmente hoje que não integrará a nominata governista.
A cúpula do PT tende a negar a informação publicamente, mas fontes internas confirmam que o distrato é definitivo. Para tentar segurar o aliado, o governo chegou a oferecer a Ezequiel a vaga ao Senado na chapa majoritária, o que exigiria o descarte de Rafael Motta e colocaria Samanda Alves como suplente.
A decisão de Ezequiel foi motivada pela falta de espaço proporcional oferecida pelo PT ao longo do tempo. O movimento consolida um realinhamento estratégico nas eleições estaduais, uma vez que o parlamentar já teria fechado um acordo definitivo para marchar junto com o prefeito Álvaro Dias.
O desembarque do líder político altera radicalmente o xadrez eleitoral, pois ele detém o controle de pontes com dezenas de prefeituras no interior e acrescenta cerca de um minuto de propaganda eleitoral de rádio e TV para o candidato que o PSDB decidir apoiar na disputa majoritária.
Analistas de bastidores relembram que a relação com o governo já vinha desgastada, citando o tratamento dado ao vice-governador Walter Alves, que herdou uma conjuntura fiscal complexa e o ônus político de atrasos com o funcionalismo, sem que houvesse a tradicional reação inflamada dos sindicatos locais.