A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta quinta-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o inquérito da chamada “Abin paralela” seja enviado para a Justiça Federal de primeira instância.
Segundo a PGR, dos 36 investigados, apenas o ex-presidente Jair Bolsonaro possui foro privilegiado. Como a conduta atribuída a ele já teria sido analisada na ação penal que apura a suposta trama golpista, não haveria motivo para manter o caso no Supremo.
A investigação apura o uso irregular da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar autoridades, políticos, jornalistas e adversários durante o governo Bolsonaro. Entre os investigados estão Carlos Bolsonaro, o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e o atual diretor do órgão, Luiz Fernando Corrêa.
A Polícia Federal apontou indícios de que Bolsonaro tinha conhecimento e seria beneficiário do esquema, mas não realizou novo indiciamento por entender que o ex-presidente já responde pelo crime de organização criminosa em outro processo relacionado aos mesmos fatos.
Agora, caberá ao STF decidir se aceita o pedido da PGR e envia o caso para a primeira instância da Justiça Federal.