O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dará a largada oficial de sua campanha à reeleição no dia 1º de agosto, em Brasília, durante uma convenção a ser realizada no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O evento marcará o lançamento formal da candidatura do petista ao Palácio do Planalto pela sétima vez, consolidando o que já vinha sendo tratado nos bastidores como uma decisão tomada há meses, mas que aguardava o momento político mais favorável para ser anunciada.
Segundo aliados ouvidos pelo O Globo, Lula resistiu às pressões para antecipar o anúncio e esperou a melhora nos índices de popularidade do governo para oficializar o evento. Medidas econômicas adotadas nos últimos meses ajudaram a reduzir a rejeição ao presidente, que chegou a níveis preocupantes no início do ano. Com os números mais equilibrados, o Planalto avaliou que o ambiente estava propício para a formalização da candidatura sem o risco de ela nascer fragilizada pelas pesquisas.
Até 4 de julho, data a partir da qual as restrições da legislação eleitoral se tornam mais rígidas, Lula continuará participando de inaugurações de obras pelo país, aproveitando a estrutura de governo para consolidar sua presença nos estados. A estratégia combina entregas concretas com discursos que cada vez mais miram diretamente a família Bolsonaro, adversária natural do presidente na disputa presidencial.
A convenção de 1º de agosto também deverá servir para anunciar ou ao menos sinalizar o nome do vice na chapa petista, um dos temas mais sensíveis da articulação política do governo. O PT negocia com partidos aliados a composição da chapa e o alinhamento dos palanques estaduais, tarefa que se tornou mais complexa após a saída de Rodrigo Pacheco da disputa por Minas Gerais. Fonte: O Globo.