A menos de um mês do início das convenções partidárias, as campanhas dos pré-candidatos à Presidência intensificam as articulações para definir os nomes que ocuparão a vaga de vice nas chapas. Além da composição partidária, interlocutores apontam que o principal objetivo é ampliar o alcance eleitoral, reduzir resistências em segmentos específicos do eleitorado e garantir alianças que aumentem o tempo de propaganda no rádio e na televisão.
Segundo o G1, no campo governista, o presidente Lula deve repetir a chapa de 2022 com o vice Geraldo Alckmin (PSB), apesar de aliados terem defendido um nome do MDB para ampliar o diálogo com o centro. Já no PL, Flávio Bolsonaro busca uma mulher de um partido do Centrão para compor a chapa. Entre os nomes mais citados estão as deputadas Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE), além da senadora Tereza Cristina (PP-MS). Segundo aliados, a estratégia ganhou ainda mais força após a crise pública com Michelle Bolsonaro.
Outros presidenciáveis também seguem em negociações. Romeu Zema (Novo) conversa com o empresário Geraldo Rufino, do Podemos, para formar uma aliança, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) ainda não definiu um nome e deve deixar a decisão para o período das convenções. Já Renan Santos (Missão) afirma que a escolha do vice deve ocorrer nas próximas semanas, com preferência por um nome do próprio partido, sem descartar negociações com outras legendas.