A proposta de Gilmar Mendes para proibir policiais e militares de atuar como assessores nos gabinetes do STF atingiria diretamente as equipes de Alexandre de Moraes e André Mendonça, que contam com delegados da Polícia Federal. A mudança foi formalizada por Gilmar em setembro, em meio à crise entre ministros do Supremo e a cúpula da PF.
Pelo texto, policiais e militares não poderiam ocupar cargos ou funções comissionadas nos gabinetes, mesmo quando cedidos ou licenciados de seus órgãos de origem. A exceção seria para atividades de segurança, sem participação em investigações, processos ou assessoramento jurídico. Caso aprovada, a regra também determinaria o retorno aos órgãos de origem dos servidores que estivessem em situação incompatível.
A proposta ganhou força durante os conflitos envolvendo Moraes, Mendonça e a PF. Mendonça e Luiz Fux mencionaram uma suposta “PF paralela”, enquanto Moraes rejeitou a acusação. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, declarou apoio à mudança. Antes de entrar em vigor, a proposta ainda precisa passar pela Comissão do Regimento e ser analisada pelos ministros em sessão administrativa.
Com informações da CNN Brasil