O Datafolha entra em campo entre quarta-feira e sexta-feira da semana que vem para medir as intenções de voto na eleição à Presidência da República. O resultado será divulgado na sexta-feira, 24.
Serão 2.004 eleitores entrevistados presencialmente. A pesquisa foi encomendada pela Folha da Manhã (que edita a "Folha de S. Paulo") a um custo de R$ 307,5 mil. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
A pesquisa vai captar os efeitos do tarifaço de Donald Trump nas candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro; e vai medir o impacto do vídeo bomba de Michelle Bolsonaro descendo a borduna no enteado. Várias perguntas da pesquisa serão sobre esses dois temas.
Embora seja arriscada a comparação entre pesquisas de empresas diferentes, será inevitável a cotejar entre o resultado da Quaest da quarta-feira passada e desse Datafolha no tópico que mais interessa neste momento, ou seja, saber se a candidatura de Lula permanece em viés de leve alta e a de Flávio mantém sua ligeira baixa.
O questionário inicia querendo saber se o entrevistado já escolheu candidato a presidente e em quem ele pretende votar. A resposta será espontânea.
Segue com o pesquisador mostrando uma relação com nomes de doze candidatos (Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Leonardo Avalanche, Augusto Cury, Hertz Dias, Rui Costa Palmeira, Samira Martins, Edmilson Costa e Cabo Daciolo) — e repete: em quem o entrevistado votaria?
Logo depois, o Datafolha quer medir o grau de rejeição do eleitor sobre cada um desses doze nomes e pergunta ao entrevistado em qual ou quais "não votaria de jeito nenhum".
Em seguida, o Datafolha traça cenários de uma disputa de segundo turno: Lula versus Flávio Bolsonaro, Lula versus Caiado e Lula versus Zema.
A pesquisa também vai aferir a aprovação do governo Lula; sobre como o brasileiro vê a economia (se vai melhorar ou piorar); qual é o maior problema do Brasil hoje; e seis perguntas sobre o tarifaço.
A última pesquisa do Datafolha, de 20 de junho, apontou Lula mantendo a liderança isolada no primeiro turno e a vantagem numérica em simulações de segundo turno: 47% contra 43%.
Lauro Jardim — O Globo